Nos últimos dias, o Congresso Nacional virou um verdadeiro ringue. Deputados e senadores estão mais preocupados em bater de frente com o STF, pressionar o Executivo e disputar espaço político do que olhar para quem realmente precisa: o povo.

A Câmara, por exemplo, passou a semana discutindo projetos de retaliação ao Judiciário, travando pautas importantes e jogando energia em disputas de poder, enquanto milhões de brasileiros seguem enfrentando o desemprego, o alto custo da comida, escolas caindo aos pedaços e hospitais sem estrutura.
É revoltante ver que quando se trata de guerra política, tudo anda rápido. Mas quando é pra votar projetos que garantem mais creches, remédio no posto, moradia digna ou segurança nas ruas… tudo vira “prioridade pra depois”.
Enquanto eles trocam farpas, o povo troca o almoço pela janta.
É hora de lembrar que política não é sobre vaidade, nem vingança institucional. É sobre gente. Sobre vidas reais. Sobre quem não tem tempo pra guerra política porque tá ocupado tentando sobreviver.
A pergunta que fica é: até quando o povo vai continuar pagando essa conta?


A verdade é que o brasileiro já entendeu: quando o jogo é de interesse próprio, todo mundo no congresso sabe se unir. Mas quando o assunto é saúde mental da juventude, valorização do professor, combate à fome ou geração de empregos… aí cada um corre pro seu lado, ou simplesmente ignora.
Não é exagero dizer que estamos diante de um Congresso que parece funcionar em outro país, bem diferente daquele onde vivem os trabalhadores, as mães solo, os jovens sem acesso à universidade e os idosos esperando meses por uma consulta no SUS.
A população cansou de discursos prontos. A gente quer ação. Quer resultado. Quer ver o dinheiro público investido onde faz diferença de verdade e não em privilégios ou acordos de bastidor que só reforçam a desigualdade que assola esse país.
Enquanto isso, o povo segue fazendo o que sempre fez: se virando como pode. Se apoiando em redes de solidariedade, em projetos sociais, em igrejas e comunidades que tentam, com quase nada, fazer o que o Estado deveria estar fazendo com força total.
Mas a gente não pode normalizar esse abandono. É preciso cobrar, fiscalizar, votar com consciência e exigir que quem ocupa cargo público lembre pra quem está ali: pro povo, não pros próprios interesses.
Porque no fim das contas, enquanto eles brincam de guerra, a vida real aqui fora continua dura, injusta e cheia de urgências.
Essa é a minha opinião.
Qual é a sua?
Imagens: Deputado Paulo Bilynskyj / Saulo Cruz (Agência Senado) / José Cruz (Agência Brasil)

Ótimo texto com colocações sobre o que de fato estamos vivendo! Assino embaixo! Compartilho desta opinião!
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